terça-feira, 17 de novembro de 2009

ensaio sobre o consentimento da dor








relaxou os músculos e virou um gato ao sol, recostou a cabeça em mim dizendo com carinho pra que eu fosse bruta e lembrasse dele pra sempre. eu concordei porque já me conhecia o suficiente. eu chorei ouvindo um piano e um violoncelo juntos mal tocados dentro da minha cabeça.
violentamente, como o cheiro do manjericão, debaixo da minha pele tem uma pessoa não tão forte.

15 comentários:

Bilords disse...

nossa, ficou bonito! mas meio tenso tb.
o(a)modelo consentiu com esses cortes ou é só efeito mesmo? ;)

pimlapiel disse...

consentiu

L disse...

Acompanhei toda a idéia do projeto. Foi consentido e as marcas são reais. Realmente ficou muito bonito e aberto á diversas interpretações. Gostei principalmente das curvas que dão a impressão de suavidade e carinho, contrastando com o ato da retalhação da pele em si. Parabéns a Sara e ao Luquinhas.

Diana. disse...

Ficou lindo! Estas linhas suaves em movimentos parecem folhas ao vento, tornando-se figuras simples. tira toda impressão de sofrimento. sou sua fã.

manô disse...

uai = uau+ai

Carol disse...

Achei tudo de lindo.

yudo disse...

árvorestrato mas também linhas de fuga!

yudo disse...

pelestrato -> cortes-linha desterritorializando pele -> árvorestrato reterritorializando peleObra -> sanguelinhasdefuga...

tas disse...

Senti uma vontade egoísta de apertar contra as pontas dos dedos, aqueles acumulos expulsos, dentro daquela penultima foto





Gostei muito

Cleo C. disse...

De ja vu. ia ba da ba du. já estive aqui, mas nunca meti o bedelho. Fotos bizarras. de acordo com o vô do chico:
Adjetivo.
1.Gentil, nobre, generoso.
2.Bem-apessoado, bem-parecido; garboso.
3.Vestido com elegância; bem vestido.
4.Fanfarrão, jactancioso.
Você devia ver a barriga do nosso baterista. Gostei mais do mamilo.
A forma política precípua da sociedade burguesa é a democracia, que em épocas de crise e fallhas no domínio da ideologia pode se transformar em ditadura.
que porra eu estou falando agora?

Lu disse...

nossa.... eu fecho a pagina e as imagens ressoam na cabeça...

mano disse...

Às vezes é preciso cortar mais fundo, até tirar pedaço da gente que nos faz funcionar normal.

Zezé Freitas disse...

Mórbido.Perdi o tesão pela tua escrita.

pimlapiel disse...

poxa zezé, que pena. foi a experiência mais humana da minha vida.

ju mancin disse...

forte!

quase vital!

me encontrei um pouco aqui...