quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
terça-feira, 12 de novembro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Clara
Ela contava que tinha vindo pra cá fugida, com a roupa do avesso, a pinta do lado errado da cara e com o pé trocado. Nunca entendi o que isso do pé significava, mas não a interrompi pra perguntar.
Para saber o que acontecia se escancarava, se observava e via filmes só pra chorar.
Me disse que andava mundana.
Clara me curava do escuro que tinha dentro de mim, pondo-me rugas ao redor da boca e gargalhando alto.
Já não se faz futuramente como antigamente.
Me disse " Você não é o amor importante que eu quero ter".
Saiu correndo, deixando a porta aberta pro ar entrar e limpar a bagunça.
Para saber o que acontecia se escancarava, se observava e via filmes só pra chorar.
Me disse que andava mundana.
Clara me curava do escuro que tinha dentro de mim, pondo-me rugas ao redor da boca e gargalhando alto.
Já não se faz futuramente como antigamente.
Me disse " Você não é o amor importante que eu quero ter".
Saiu correndo, deixando a porta aberta pro ar entrar e limpar a bagunça.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
conselho
"então você começa o desenho pelos olhos... faz nariz, pescoço e.... quando começar a ficar indigesto e tocar nas suas mal-resolvidas-indecências, aí você continua nesse caminho, porque já sabe que tá ficando bom."
terça-feira, 3 de setembro de 2013
havia um mar inteiro num marinheiro
o mar se doia todo com o passar daqueles dias
dizia-se que sofria de frio, de sereno, de solidão ao luar
dizia-se também que era ensolação, calor, barulho, bagunça... tão exposto (coitado) ao sol do dia
...sempre havia alguma explicação...
mas nunca, nunca mesmo, imaginaram que era só saudade.
só amor.
dizia-se que sofria de frio, de sereno, de solidão ao luar
dizia-se também que era ensolação, calor, barulho, bagunça... tão exposto (coitado) ao sol do dia
...sempre havia alguma explicação...
mas nunca, nunca mesmo, imaginaram que era só saudade.
só amor.
sábado, 5 de janeiro de 2013
são
Solteiras vêem muitos filmes sozinhas em casa
Vegetarianas saem sozinhas da firma no horário do almoço
(Restaurantes vegetarianos tem mais mesas de dois lugares, onde só se ocupa metade, normalmente)
27 anos é um ano antes de ficar louca
Leoninas precisam ficar quietas e sozinhas muitas vezes, não se engane
Sindrômicas tem síndromes sempre... medicadas, têm síndromes pra dentro
Artistas são pessoas que olham pros moveis, como se fossem pessoas
Viciadas em café tem as mãos tremulas
Vegetarianas saem sozinhas da firma no horário do almoço
(Restaurantes vegetarianos tem mais mesas de dois lugares, onde só se ocupa metade, normalmente)
27 anos é um ano antes de ficar louca
Leoninas precisam ficar quietas e sozinhas muitas vezes, não se engane
Sindrômicas tem síndromes sempre... medicadas, têm síndromes pra dentro
Artistas são pessoas que olham pros moveis, como se fossem pessoas
Viciadas em café tem as mãos tremulas
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Não falo da chuva
Não falo da chuva que passa
Falo da água que fica,
Água do falo que fica
Fica do falo que água.
Eu sou Ave Maria, Ave Maria, Minha Nossa Senhora!
(Nossinhora!!!
Afe Marrri.. Aff...
Ave... Ave... Avi...)
Avisa que é pra acender a luz!!!
Eu me sei sem mistério
Finjo que cubro, só pra seduzir,
mas com o calor que faz, eu já durmo descoberta.
Soôu o suor no escandalo de dentro...
Shhhhiiiiuuu....... silêncio, silêncio... !!!
Silencio espasmado
.
.
.
O gozo não tem siso,
É carnaval
É carne-aval
É essa contra-dança que em sí é obscura toda
Só por ser poeta
Um inutencilio escorregadio.
.
.
.
Mas, repito: não falo da chuva que passa...
Falo da água que fica,
Água do falo que fica
Fica do falo que água.
Eu sou Ave Maria, Ave Maria, Minha Nossa Senhora!
(Nossinhora!!!
Afe Marrri.. Aff...
Ave... Ave... Avi...)
Avisa que é pra acender a luz!!!
Eu me sei sem mistério
Finjo que cubro, só pra seduzir,
mas com o calor que faz, eu já durmo descoberta.
Soôu o suor no escandalo de dentro...
Shhhhiiiiuuu....... silêncio, silêncio... !!!
Silencio espasmado
.
.
.
O gozo não tem siso,
É carnaval
É carne-aval
É essa contra-dança que em sí é obscura toda
Só por ser poeta
Um inutencilio escorregadio.
.
.
.
Mas, repito: não falo da chuva que passa...
domingo, 2 de dezembro de 2012
A índia
A índia gestante olha a cidade
Não pertence àquilo, nem àqueles
Sem pagé, sem tribo, nada seu
(O coração que teima em bater
Já quer descansar onde pertence)
O tempo é coisa pra quem corre
Pra ela, o tempo ainda é vida
Submersa num esquecimento sutil
Ela in-venta um lugar onde pede:
- Tempo, me demora...!
Não pertence àquilo, nem àqueles
Sem pagé, sem tribo, nada seu
(O coração que teima em bater
Já quer descansar onde pertence)
O tempo é coisa pra quem corre
Pra ela, o tempo ainda é vida
Submersa num esquecimento sutil
Ela in-venta um lugar onde pede:
- Tempo, me demora...!
domingo, 25 de novembro de 2012
Amadurecer
Amar, duro é ser
Amar, duro é ser
Amar duro é ser
Amadurecer
... E cair do pé
Aos seus pés
Suculenta.
Amar, duro é ser
Amar duro é ser
Amadurecer
... E cair do pé
Aos seus pés
Suculenta.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
a criança
É preciso limpar os cacarecos da alma
E olhar pro amor.
Deixar ir o brinquedo que não se brinca mais
é a primeira sensação de perda e liberdade que uma criança vive.
Viver o amor é ser a criança que doa seus brinquedos.
E olhar pro amor.
Deixar ir o brinquedo que não se brinca mais
é a primeira sensação de perda e liberdade que uma criança vive.
Viver o amor é ser a criança que doa seus brinquedos.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Coagular e dissolver
Jano era considerado o guia das almas que encontravam o equilíbrio nos equívocos.
Seus dois rosto, um olhando pra terra e outro pro céu, não olhavam a diante.
Ele dava a mão ao seu molho de chaves, e abria as portas que entravam em seu caminho.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Cor de tempero
• Ela tem braços de linhas, pernas de pinças, olhos rasgados e cor de pimenta fraca. A cor dos olhos é a poça funda onde tropecei.
Na hora que eu a ví, ela não me olhava, estava distraída escolhendo uma porção de papeis de alta gramatura. Ao virar, sentí seu olhar nas minhas costas, mas aí eu ja estava tomando meu rumo.
• Eu era o caminho, ela a viagem, sobre a cama de casal que eu permanecí. "Entra no meu castelo no alto da serra. Vamos esperar as pedras se desfazerem... em 1000 anos vai ser uma beira mar, juro!"
Na hora que eu a ví, ela não me olhava, estava distraída escolhendo uma porção de papeis de alta gramatura. Ao virar, sentí seu olhar nas minhas costas, mas aí eu ja estava tomando meu rumo.
• Eu era o caminho, ela a viagem, sobre a cama de casal que eu permanecí. "Entra no meu castelo no alto da serra. Vamos esperar as pedras se desfazerem... em 1000 anos vai ser uma beira mar, juro!"
terça-feira, 11 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
E começou tudo branco, pra rimar com branco, foi brando também.
Quando a luz acendeu, deu pra ver o buraco..
Profundo, metafórico, cheio de pequenas indicações de que eu iria me foder.
Uma criança chorou, ouvi um gato miar, o monte de folhas que estavam cuidadosamente empilhadas fez um barulho bonito ao desmontar no chão... Por dentro, desmontada mais que o monte de folhas, estava eu, que nunca aprendí a desenhar.
O auto-controle ainda é um mistério pra quem tem leão em áries.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
quarta-feira, 16 de março de 2011
Oscila Tarsila, com a mão no calcanhar.
As pessoas não enxergam, têm olhos de peixes, cinzentos e fora do mar.
A Tarsila, menina, menina ainda, pensa enrolada, toda confusa com a trilha sonora de violoncellos e violinos desafinados que a perturba, porque só ela os vê e escuta.
Chega em casa, faz um café com a própria menstruação e dá às plantas. Pega um punhado de penas e sai voando por aí.
Se virem Tarsila, digam-na que sinto sua falta. Por favor.
As pessoas não enxergam, têm olhos de peixes, cinzentos e fora do mar.
A Tarsila, menina, menina ainda, pensa enrolada, toda confusa com a trilha sonora de violoncellos e violinos desafinados que a perturba, porque só ela os vê e escuta.
Chega em casa, faz um café com a própria menstruação e dá às plantas. Pega um punhado de penas e sai voando por aí.
Se virem Tarsila, digam-na que sinto sua falta. Por favor.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
avó
eu tinha uma nona de coração branco. ela falava retas, movimentos retos.
fazia o silêncio de um ventilador novo, cheia de movimento dentro.
acabava de sair do forno os porta-jóias gratinados, untados com pó, que nona assoprava pq dizia que estavam quentes.
eram caros.
ela tentava comer as jóias, porém os "quitutes" tinha passado do ponto mais uma vez, "muuuuuuuuuito duros!! muuuuuuuuuito duros!!! meu Deus, será que eu não tenho mais mão pra essas coisas....?!", minha tia me olhava como se pedisse para eu ignorar tamanha pafurdisse, mas com certeza, se vovó resolvesse comê-los, minha tia vasculharia a bosta.
fazia o silêncio de um ventilador novo, cheia de movimento dentro.
acabava de sair do forno os porta-jóias gratinados, untados com pó, que nona assoprava pq dizia que estavam quentes.
eram caros.
ela tentava comer as jóias, porém os "quitutes" tinha passado do ponto mais uma vez, "muuuuuuuuuito duros!! muuuuuuuuuito duros!!! meu Deus, será que eu não tenho mais mão pra essas coisas....?!", minha tia me olhava como se pedisse para eu ignorar tamanha pafurdisse, mas com certeza, se vovó resolvesse comê-los, minha tia vasculharia a bosta.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
sorrindo
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